Falo

Falo (2024), pintura com stencil 250 x 114 cm

Projeto desenvolvido no âmbito do Mestrado em Cultura e Territorialidades pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

A expansiva, pornográfica visualidade da palavra, contraditoriamente a esvazia. É esse colapso que busca representar a crise, sem sustentação possível. FALO é a palavra que se transfigura em corpo: rígido, especular, repetido. Um corpo-signo que denuncia sua própria esterilidade.

O substantivo fálico transforma-se em verbo, gesto, discurso. E, ao falar, a voz que se insinua neste trabalho se posiciona contra a ideia de que o feminino é falta. A fala é a insubmissão: falo como contrafeitiço, verbo insurgente, ruído no centro do dispositivo normativo.

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