Impressão é o que resta da pressão entre superfícies que se enfrentaram. As marcas dessa disputa têm em si a natureza transitória dos vestígios, falando tanto da ruína quanto da transformação.
Um contágio.
Uma conversão.
É esse híbrido que fala agora, autorizado por suas feridas/signos e, portanto, quer avançar. Modifica o espaço, reivindica o lugar da sua própria densidade e textura.
Liège Santos desloca esses fragmentos para investigar a imagem como fluxo de sentidos interditados e como dispositivo para a permanência. Trabalhando a imagem em diferentes superfícies e formas de operação, seus processos percorrem as linguagens do arquivo fotográfico e suas opacidades, o tempo curvo do gesto performático e a filosofia silenciosa dos materiais. Caminhos de interferir na política das camadas, circular entre o que permanece e o que se desfaz.
A experiência se dá a partir de três vetores: Aparição, Rasura e Fundamento. É entre eles que suas operações interrogam a materialidade e suas assimetrias.