O artigo debruça-se sobre Omolu e o repertório de significações que circundam essa divindade, elaborando uma discussão sobre o sentido da transitoriedade da existência. Para tanto, ancora-se na visualidade, utilizando a semiótica greimasiana como método para explorar as camadas simbólicas presentes em representações artísticas que tratam dos eventos de vida e morte em contextos culturais diversos.
Este estudo analisa as obras “A Morte de Prócris” (1495), de Piero di Cosimo, e “A Morte e seu Par Indecente” (1529), de Hans Sebald Beham, ambas produzidas no contexto da cultura renascentista europeia, contrastando-as com “Sonponnoi” de Rotimi Fani-Kayode (1987)e “Flor de Chagas” de Ayrson Heráclito (2013), obras contemporâneas que, partindo de um giro decolonial, restauram a percepção africana sobre a impermanência da vida.
Liège Santos e Jonathan Barbosa
Capa: Lui Trindade